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Estudos para uma economia tradicionalista: a prespectiva católica da economia

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  Vivemos o fim de uma era, que não é senão a Idade Materialista, ou Idade Burguesa, dominada pelo Espírito da Burguesia e iniciada no século XVI, com a denominada “Reforma” e a consequente quebra da unidade espiritual da Cristandade. A idade cujo ocaso vivemos tem sido a mais nefasta e demoníaca de todas as idades já vividas pelo Homem, sendo marcada, antes de tudo, pelo primado da Matéria sobre o Espírito, das filosofias da hora sobre a Filosofia Perene, da antitradição sobre a Tradição, do ter sobre o ser, do detentor do capital sobre o sábio e o guerreiro, da Técnica sobre o Homem, do homo oeconomicus sobre o Homem Integral. Caracterizada pela absoluta e funesta separação entre a Economia, de um lado, e a Moral, de outro, esta idade tem sido a idade do culto a Mamon, o falso deus judaico da riqueza e da avareza, e nela o Mundo não tem sido senão um vasto mercado governado pelo dinheiro e seu nefando poder. Havendo destronado o Cristo e entronizado Mamon, a idade ora agonizante ...

Estudos Miguelistas: Marquês de Penalva e a defesa da Monarquia (Parte 2: a defesa da Monarquia fundamentada na história de Portugal)

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  Introdução  Continuaremos nesta segunda a parte a tratar da defesa daquele regime "que convida, e chama em sua defesa todos aqueles que não perderam ainda o amor à virtude, à ordem, e aos direitos à propriedade": a Monarquia.  Nesta segunda parte trataremos de ver, na história de Portugal, a legitimidade da nossa Monarquia e todos os frutos aqui produziu, com base na ideia de que "a Monarquia Portuguesa desde a sua instituição, quando o nosso primeiro Afonso foi aclamado, até os nossos dias, é uma prova de facto de tudo quanto tenho dito em favor desta forma de governo; e para que as provas ainda favoreçam mais a minha opinião, sucede que os nossos Reis são os mais legítimos e absolutos Senhores de seus Reinos." Da legitimidade do domínio dos nossos Reis Começaremos com a vinda do Conde Dom Henrique, que é a parte que mais nos interessa (apesar de o autor começar a história antes, ainda na "antiga Lusitânia" argumentando que desde aí o nosso povo se habi...

Estudos para uma economia tradicionalista: Noções históricas (Parte 2: da destruição da Cristandade e o seu fundamento económico e a criação do capitalismo)

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  Introdução: No último artigo analisamos a criação da cristandade, focando-nos, naturalmente, na sua componente económica: analisamos como uma sociedade católica foi criada pela Igreja e o que isso significou na prática da sua realidade material e económica.  Neste artigo analisaremos como essa sociedade, baseada na distribuição da propriedade e da sua cooperação através das guildas e da comunidade, foi destruída até culminar no atual estado capitalista que se fundamenta na concentração da propriedade na mão de um minoria.  Introdução ao problema: o protestantismo  Para Belloc, o grande ponto de viragem, o ponto que fez com que o estado distributivo parasse de ser construído e passasse a ruir, foi a reforma protestante.  Através da reforma "toda a sociedade cristã européia foi abalada e transformada. O que havia sido durante séculos um equilíbrio cristão e, portanto, satisfatório nas relações humanas, que gradualmente desenvolveu um campesinato livre no lugar d...