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A mostrar mensagens de maio, 2023

Estudos Miguelistas: Marquês de Penalva e a defesa da Monarquia (Parte 2: a defesa da Monarquia fundamentada na história de Portugal)

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  Introdução  Continuaremos nesta segunda a parte a tratar da defesa daquele regime "que convida, e chama em sua defesa todos aqueles que não perderam ainda o amor à virtude, à ordem, e aos direitos à propriedade": a Monarquia.  Nesta segunda parte trataremos de ver, na história de Portugal, a legitimidade da nossa Monarquia e todos os frutos aqui produziu, com base na ideia de que "a Monarquia Portuguesa desde a sua instituição, quando o nosso primeiro Afonso foi aclamado, até os nossos dias, é uma prova de facto de tudo quanto tenho dito em favor desta forma de governo; e para que as provas ainda favoreçam mais a minha opinião, sucede que os nossos Reis são os mais legítimos e absolutos Senhores de seus Reinos." Da legitimidade do domínio dos nossos Reis Começaremos com a vinda do Conde Dom Henrique, que é a parte que mais nos interessa (apesar de o autor começar a história antes, ainda na "antiga Lusitânia" argumentando que desde aí o nosso povo se habi...

Estudos para uma economia tradicionalista: Noções históricas (Parte 2: da destruição da Cristandade e o seu fundamento económico e a criação do capitalismo)

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  Introdução: No último artigo analisamos a criação da cristandade, focando-nos, naturalmente, na sua componente económica: analisamos como uma sociedade católica foi criada pela Igreja e o que isso significou na prática da sua realidade material e económica.  Neste artigo analisaremos como essa sociedade, baseada na distribuição da propriedade e da sua cooperação através das guildas e da comunidade, foi destruída até culminar no atual estado capitalista que se fundamenta na concentração da propriedade na mão de um minoria.  Introdução ao problema: o protestantismo  Para Belloc, o grande ponto de viragem, o ponto que fez com que o estado distributivo parasse de ser construído e passasse a ruir, foi a reforma protestante.  Através da reforma "toda a sociedade cristã européia foi abalada e transformada. O que havia sido durante séculos um equilíbrio cristão e, portanto, satisfatório nas relações humanas, que gradualmente desenvolveu um campesinato livre no lugar d...

Considerações sobre o mundo moderno (Parte 1: O Autêntico Reacionário)

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Introdução  Para começar esta sucessão de considerações de diferentes autores sobre o mundo moderno, decidimos trazer este pequeno texto do Nicolás Gómez Dávila de um dos grandes fundamentos do mundo moderno: o progressismo,  a sua visão progressista de que a história sempre progride, de que quanto mais moderno- quanto menos laços com o passado- melhor. Esta imagem não foi escolhida ao acaso, mas para afirmar o seguinte princípio (também afirmado pelo autor): a história nem sempre progride, existem Princípios Eternos e a civilização pode-se afastar ou aproximar deles. A nós não nos cabe adaptar-nos à civilização e os seus erros, mas apontar os seus erros e mostrar as soluções: lembrá-la das Verdades Eternas que se resumem nAquele que é "o Caminho, a Verdade e a Vida" (João 14:6). Pois como recorda o Salmista “A verdade do Senhor permanece eternamente” (Sl 116, 2). Daí que, lembrando as palavras do Papa Bento XVI na sua viagem à Alemanha,  “para corresponder à sua verdadei...